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13 de Agosto de 2022
  • 2º Grau
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Superior Tribunal de Justiça
há 5 anos

Detalhes da Jurisprudência

Processo

Órgão Julgador

T5 - QUINTA TURMA

Publicação

Julgamento

Relator

Ministro RIBEIRO DANTAS

Documentos anexos

Inteiro TeorSTJ_AGRG-ARESP_866253_bc61e.pdf
Certidão de JulgamentoSTJ_AGRG-ARESP_866253_dc2f6.pdf
Relatório e VotoSTJ_AGRG-ARESP_866253_65bb5.pdf
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Relatório e Voto

Superior Tribunal de Justiça
Revista Eletrônica de Jurisprudência
    Exportação de Auto Texto do Word para o Editor de Documentos do STJ AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 866.253 - MS (2016⁄0062120-0)   RELATOR : MINISTRO RIBEIRO DANTAS AGRAVANTE : MOISES PEREIRA DE OLIVEIRA ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGRAVADO  : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL   RELATÓRIO   O EXMO. SR. MINISTRO RIBEIRO DANTAS (Relator):   Trata-se de agravo regimental interposto por MOISÉS PEREIRA DE OLIVEIRA contra decisão de minha relatoria, em que foi conhecido o agravo, para não conhecer do recurso especial, com fundamento na incidência da Súmula 7 do STJ (e-STJ, fls. 258-261). O agravante alega, em síntese, que, "quanto à análise do pleito de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, certo é que ela não demanda o revolvimento da matéria fático probatória, por se tratar de matéria de direito. Inclusive, em casos análogos, esse Colendo Superior Tribunal de Justiça tem entendido pela possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, quando o delito se tratar de mera contravenção de 'vias de fato', como é o caso dos autos" (e-STJ, fl. 271). Requer, portanto, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito à apreciação da Turma. É o relatório . AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 866.253 - MS (2016⁄0062120-0)   RELATOR : MINISTRO RIBEIRO DANTAS AGRAVANTE : MOISES PEREIRA DE OLIVEIRA ADVOGADO : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGRAVADO  : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA   PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS. MEDIDA INSUFICIENTE PARA A PREVENÇÃO E REPROVAÇÃO DO DELITO. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. O Tribunal local negou o pleito de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos ao recorrente por entender ausente o requisito subjetivo do artigo 44, III, do Código Penal, sendo portanto medida insuficiente para a prevenção e reprovação do delito. 2. Para se dar provimento ao recurso especial, seria imprescindível analisar se a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos seria socialmente recomendável. Nestes termos, rever as conclusões a que chegaram as instâncias ordinárias, nos moldes como requerido no presente recurso, demandaria, necessariamente, reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que encontra óbice no enunciado da Súmula 7⁄STJ. 3. Agravo regimental não provido.   VOTO   O EXMO. SR. MINISTRO RIBEIRO DANTAS (Relator):   A pretensão recursal não merece êxito, na medida em que o agravante não apresentou fundamentos capazes de modificar o entendimento anteriormente adotado. O Tribunal a quo , ao indeferir o pleito de substituição da pena, assim consignou: "Por fim, apesar de ser possível, em tese, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos para os crimes de menor potencial ofensivo, bem como à contravenção de vias de fato, praticados em situação de violência doméstica, no presente caso, considerando que, o próprio apelante confessou que já agrediu fisicamente a vítima Simone por diversas vezes (fl. 26), situação confirmada pelos policiais no boletim de ocorrência de fl. 12 “é de conhecimento desta gu que o casal briga frequentemente, vindo a gerar transtornos”, bem como que possui passagens policiais (fl. 36) e, segundo a vítima, ele é usuário de drogas, fato que gera muita discussão, ofensas e violência em casa, deixo de substituir a pena por restritivas de direitos, pois seria insuficiente para a prevenção e reprovação do delito (art. 44, III, CP)." (e-STJ, fls. 182).   Inicialmente, não há falar em reformatio in pejus e inovação quanto à fundamentação do acórdão combatido, pois "o efeito devolutivo da apelação é total ou parcial quanto à extensão e sempre integral quanto à profundidade. O Tribunal poderá analisar, com ampla profundidade, a pretensão recursal que lhe foi submetida, não ficando adstrito aos fundamentos adotados em primeiro grau, desde que respeitada a extensão objetiva do recurso." (HC 311.439⁄DF, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, DJe 2⁄02⁄2016). Nesse sentido:   "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS. INÉPCIA DA INICIAL. NÃO OCORRÊNCIA. INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS. AUTORIZAÇÃO. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NULIDADE NÃO VERIFICADA. RECURSO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NO ART. 105, INCISO III, ALÍNEA C, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. REFORMATIO IN PEJUS. NÃO OCORRÊNCIA. [...] IV - O efeito devolutivo da apelação autoriza a Corte estadual, quando  instada a se manifestar acerca da dosimetria, regime inicial e demais  questões relativas às peculiaridades do crime, a examinar as  circunstâncias  judiciais e rever a individualização da pena, seja para  manter ou reduzir a sanção final imposta ou para abrandar o regime inicial. Neste aspecto, é possível nova ponderação das circunstâncias que conduza à revaloração destas, mesmo se tratando de  recurso exclusivo da defesa, sem que se incorra em reformatio in pejus, desde que a situação final do réu não seja agravada. Agravo regimental desprovido." (AgRg no AREsp 628.568⁄MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 05⁄05⁄2016, DJe 11⁄05⁄2016);   "PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO  ESPECIAL. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS.  DOSIMETRIA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343⁄2006.  INVIABILIDADE.  EFEITO  DEVOLUTIVO DO RECURSO. MATÉRIA APRECIADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM EM APELAÇÃO. POSSIBILIDADE. FIXAÇÃO DO REGIME FECHADO. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. [...] 2. Para  aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da  Lei  n. 11.343⁄2006, o condenado deve preencher cumulativamente todos os  requisitos legais, quais sejam, ser primário, de bons antecedentes, não se  dedicar a atividades criminosas nem integrar organização criminosa, podendo a reprimenda ser reduzida de 1⁄6 (um sexto) a 2⁄3 (dois terços), a depender das circunstâncias do caso em concreto. 3. In casu, o Tribunal a quo ao reexaminar o tema devolvido em recurso de apelação defensiva, para justificar a inaplicabilidade do redutor do § 4º do  art. 33 da Lei n. 11.343⁄2006, modificou a exposta pelo juízo sentenciante. 4. Em reiterados julgados este Sodalício Superior já decidiu que a modificação da fundamentação em apelação é plenamente possível, desde  que não promova a reformatio in pejus, orientação que se encontra em harmonia com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já decidiu: "O efeito devolutivo inerente ao recurso de apelação permite que,   observados os limites horizontais da matéria questionada, o Tribunal aprecie em exaustivo nível de profundidade, a  significar que, mantida a essência da causa de pedir e sem piorar a situação do recorrente, é legítima a  manutenção da decisão recorrida ainda que por outros fundamentos." (HC  109.545, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 16⁄12⁄2014). 5. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 27⁄7⁄2012, ao julgar o HC    111.840⁄ES, por  maioria, declarou  incidentalmente a inconstitucionalidade  do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072⁄1990, com a redação  que  lhe foi dada pela Lei n. 11.464⁄2007, afastando, dessa forma, a obrigatoriedade  do  regime  inicial  fechado  para  os condenados por crimes hediondos e equiparados. 6. Tendo em vista a quantidade de pena imposta (5 anos e 10 meses), a  primariedade do condenado e o fato de todas as circunstâncias judiciais  terem sido consideradas favoráveis, deve ser fixado o regime inicial  semiaberto, a  teor  do  contido no art. 33, § 2º, alínea "b", e § 3º, do Código Penal. 7. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida, de ofício, para fixar o regime semiaberto para o cumprimento da pena." (HC 305.786⁄SP, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES, DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 5ª REGIÃO, QUINTA TURMA, julgado em 17⁄03⁄2016, DJe 28⁄03⁄2016).   Nesse contexto, o Tribunal local negou o pleito de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos ao recorrente por entender ausente o requisito subjetivo do artigo 44, III, do Código Penal, sendo portanto medida insuficiente para a prevenção e reprovação do delito. Assim, para se dar provimento ao recurso especial, seria imprescindível analisar se a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos seria socialmente recomendável. Nestes termos, rever as conclusões a que chegaram as instâncias ordinárias, nos moldes como requerido no presente recurso, demandaria, necessariamente, reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que encontra óbice no enunciado da Súmula 7 do STJ. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto.
Documento: XXXXX RELATÓRIO, EMENTA E VOTO
Disponível em: https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/504970053/agravo-regimental-no-agravo-em-recurso-especial-agrg-no-aresp-866253-ms-2016-0062120-0/relatorio-e-voto-504970099

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