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7 de Agosto de 2022
  • 2º Grau
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Superior Tribunal de Justiça STJ - RECURSO ESPECIAL: REsp XXXXX RN 2001/XXXXX-0

Superior Tribunal de Justiça
há 18 anos

Detalhes da Jurisprudência

Processo

Órgão Julgador

T2 - SEGUNDA TURMA

Publicação

Julgamento

Relator

Ministro FRANCIULLI NETTO

Documentos anexos

Inteiro TeorRESP_402035_RN_1266822883291.pdf
Certidão de JulgamentoRESP_402035_RN_1266822883293.pdf
Relatório e VotoRESP_402035_RN_1266822883292.pdf
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Ementa

RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANO MORAL. SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO. RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA NA FONTE PELA ENTIDADE PAGADORA. IMPOSSIBILIDADE. PARCELA CUJA NATUREZA É INDENIZATÓRIA. NÃO-INCIDÊNCIA DO TRIBUTO. RECURSO IMPROVIDO.

A incidência de tributação deve obediência estrita ao princípio constitucional da legalidade (artigo 150, inciso I). O Código Tributário Nacional, com a autoridade de lei complementar que o caracteriza, recepcionado pela atual Carta Magna (artigo 34, parágrafo 5º, dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias), define o conceito de renda e o de proventos de qualquer natureza (artigo 43, incisos I e II). Não há como equiparar indenizações com renda, esta entendida como o fruto oriundo do capital e/ou do trabalho, tampouco com proventos, estes tidos como os demais acréscimos patrimoniais, uma vez que a indenização torna o patrimônio lesado indene, mas não maior do que era antes da ofensa ao direito. Não verificada a hipótese de incidência do imposto de renda previsto no art. 43 do CTN. Reconhecida a alegada não-incidência do tributo em debate sobre as verbas da reparação de danos morais, por sua natureza indenizatória, não há falar em rendimento tributável, o que afasta a aplicação do art. 718 do RIR/99 na espécie em comento. Recurso especial ao qual se nega provimento.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator. Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Castro Meira, Francisco Peçanha Martins e Eliana Calmon votaram com o Sr. Ministro Relator.

Resumo Estruturado

NÃO-INCIDENCIA, IMPOSTO DE RENDA, VALOR, INDENIZAÇÃO, DANO MORAL, CONCESSÃO, AMBITO, AÇÃO JUDICIAL, REPARAÇÃO DE DANOS, DECORRENCIA, NÃO CARACTERIZAÇÃO, RENDA, ACRESCIMO PATRIMONIAL, TRABALHADOR, CARACTERIZAÇÃO, NATUREZA JURIDICA, INDENIZAÇÃO, INAPLICABILIDADE, REGULAMENTO, IMPOSTO DE RENDA, 1999.

Doutrina

  • Obra: PROGRAMA DE RESPONSABILIDADE CIVIL, P. 85.
  • Autor: SÉRGIO CAVALIERI FILHO
  • Obra: ELEMENTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL, P. 104.
  • Autor: LUIZ ROLDÃO DE FREITAS GOMES

Referências Legislativas

Disponível em: https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/7330089/recurso-especial-resp-402035-rn-2001-0132944-0

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