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10 de Agosto de 2022
  • 2º Grau
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Superior Tribunal de Justiça
há 3 anos

Detalhes da Jurisprudência

Processo

Órgão Julgador

T2 - SEGUNDA TURMA

Publicação

Julgamento

Relator

Ministro HERMAN BENJAMIN

Documentos anexos

Inteiro TeorSTJ_AGINT-RESP_1793744_cbfd2.pdf
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Inteiro Teor

Superior Tribunal de Justiça
Revista Eletrônica de Jurisprudência
<a href='https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/557707/recurso-especial-resp-591' rel='JURISPRUDENCIA_557707,JURISPRUDENCIA_20256688' class='entity-cite'>RECURSO ESPECIAL Nº 591</a>
RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN
AGRAVANTE : ADEMIR CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE
AGRAVANTE : ANTONIA CRISTINA CALADODA SILVA
AGRAVANTE : BEATRIZ VALDEVINO DA SILVA SANTOS
AGRAVANTE : BENEDITA MOREIRA DE OLIVEIRA
AGRAVANTE : JACYRA MACHADO DE ALBUQUERQUE
AGRAVANTE : JOCELMA BATISTA LINS SILVA
AGRAVANTE : JOSE NASCIMENTO DE LIMA
AGRAVANTE : JOSE RIBEIRO DA SILVA
REPR. POR : JOSEFA RIBEIRO DE AMORIM
AGRAVANTE : LINDALVA AUGUSTO DOS SANTOS
AGRAVANTE : LUCIANE CLAUDIA DOS SANTOS
AGRAVANTE : MARIA DA CONCEICAO SILVA
REPR. POR : MARIA ALVES DA SILVA FERREIRA
AGRAVANTE : MARIA DE LOURDES DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA ELIETE DA SILVA
AGRAVANTE : ERICK PEDRO DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA ESPEDITA CORREIA DE SOUZA
AGRAVANTE : MARIA HELENA DE LIMA
AGRAVANTE : MARIA LUCIA FERREIRA DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA SALTIRIO DO NASCIMENTO SANTOS
AGRAVANTE : MARIA TANIA DA SILVA MENDES
AGRAVANTE : NAZARE MARIA DE MESQUITA CAVALCANTI
AGRAVANTE : RITA DE CASSIA DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA DE FATIMA DA SILVA
AGRAVANTE : SEBASTIANA FELIX MODESTO
REPR. POR : JOSEILDA FELIX MODESTO
ADVOGADOS : CLAUDIO PAULINO DOS SANTOS - AL013123
ADEMYR CESAR FRANCO - AL014184
CARLOS REZENDE JUNIOR - AL014488
AGRAVADO : AL PREVIDÊNCIA
AGRAVADO : ESTADO DE ALAGOAS
PROCURADOR : WALTER CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO (S) - AL007724B
EMENTA
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS. CONVERSÃO DA MOEDA. UNIDADE REAL DE VALOR - URV. LEI 8.880⁄1994. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. POSSIBILIDADE. LEIS ESTADUAIS
1. Discute-se a existência do direito de servidor público estadual às diferenças remuneratórias decorrentes da conversão de Cruzeiros Reais para Unidade Real de Valor – URV pela incidência da Lei 8.880⁄1994.
2. Está pacificado no Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que, embora não seja possível compensar as perdas salariais resultantes da conversão da moeda em URV com reajustes determinados por lei superveniente, é cabível a limitação temporal do pagamento quando há recomposição nos vencimentos decorrente de reestruturação na carreira dos servidores.
3. Ademais, a controvérsia acerca da lei reestruturadora e seus limites demanda análise de legislação estadual em exame e remete à análise de Direito local (Lei Estadual 6.456⁄2004), revelando-se inadmissível a via recursal especial para rediscussão da matéria, ante a incidência da Súmula 280 do STF.
4. Agravo Interno não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça: ""A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do (a) Sr (a). Ministro (a)-Relator (a)."Os Srs. Ministros Og Fernandes, Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães e Francisco Falcão votaram com o Sr. Ministro Relator."
Brasília, 06 de junho de 2019 (data do julgamento).
MINISTRO HERMAN BENJAMIN
Relator
RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN
AGRAVANTE : ADEMIR CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE
AGRAVANTE : ANTONIA CRISTINA CALADODA SILVA
AGRAVANTE : BEATRIZ VALDEVINO DA SILVA SANTOS
AGRAVANTE : BENEDITA MOREIRA DE OLIVEIRA
AGRAVANTE : JACYRA MACHADO DE ALBUQUERQUE
AGRAVANTE : JOCELMA BATISTA LINS SILVA
AGRAVANTE : JOSE NASCIMENTO DE LIMA
AGRAVANTE : JOSE RIBEIRO DA SILVA
REPR. POR : JOSEFA RIBEIRO DE AMORIM
AGRAVANTE : LINDALVA AUGUSTO DOS SANTOS
AGRAVANTE : LUCIANE CLAUDIA DOS SANTOS
AGRAVANTE : MARIA DA CONCEICAO SILVA
REPR. POR : MARIA ALVES DA SILVA FERREIRA
AGRAVANTE : MARIA DE LOURDES DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA ELIETE DA SILVA
AGRAVANTE : ERICK PEDRO DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA ESPEDITA CORREIA DE SOUZA
AGRAVANTE : MARIA HELENA DE LIMA
AGRAVANTE : MARIA LUCIA FERREIRA DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA SALTIRIO DO NASCIMENTO SANTOS
AGRAVANTE : MARIA TANIA DA SILVA MENDES
AGRAVANTE : NAZARE MARIA DE MESQUITA CAVALCANTI
AGRAVANTE : RITA DE CASSIA DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA DE FATIMA DA SILVA
AGRAVANTE : SEBASTIANA FELIX MODESTO
REPR. POR : JOSEILDA FELIX MODESTO
ADVOGADOS : CLAUDIO PAULINO DOS SANTOS - AL013123
ADEMYR CESAR FRANCO - AL014184
CARLOS REZENDE JUNIOR - AL014488
AGRAVADO : AL PREVIDÊNCIA
AGRAVADO : ESTADO DE ALAGOAS
PROCURADOR : WALTER CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO (S) - AL007724B
RELATÓRIO
O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Cuida-se de Agravo Interno interposto contra decisão que negou provimento ao recurso.
A parte agravante sustenta, em suma:
Insta salientar que na reestruturação ocorrida no caso concreto não houve a recomposição do vencimento dos servidores, isto foi expressamente apontado pela parte Recorrente e não foi impugnado pelo Recorrido e o Tribunal a quo não acolheu os reiterados pedidos de realização de prova PERICIAL CONTÁBIL em LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA, conforme já pacificado nos precedentes supra citados do STJ e do STF, pois, só assim se estaria observando as recomendações e o ALERTA do Ministro João Otávio de Noronha “...OU SE PRESERVA E SEGUE-SE OS PRECEDENTES E REPETITIVOS DO STJ PELAS CORTES INFERIORES OU OCORRERÁ O DESRESPEITO, PROCRASTINAÇÃO E INEFETIVIDADE DO DECIDIDO E DA JURISDIÇÃO, MENCIONOU o Ministro Presidente: “(...) UMA VEZ ADOTADA A DECISÃO, É PRECISO QUE SEJA IMPLEMENTADA EM TODOS OS TRIBUANIS, SOB PENA DE NADA VALER.
Pleiteia a reconsideração do decisum agravado ou a submissão do recurso à Turma.
É o relatório.
VOTO
O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Os autos foram recebidos neste Gabinete em 26.4.2019.
O Agravo Interno não merece prosperar, pois a ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. Portanto não há falar em reparo na decisão.
Conforme consignado no decisum agravado, está pacificado no Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que, embora não seja possível compensar as perdas salariais resultantes da conversão da moeda em URV com reajustes determinados por lei superveniente, é cabível a limitação temporal do pagamento quando há recomposição nos vencimentos decorrente de reestruturação na carreira dos servidores.
Ademais, a controvérsia acerca da lei reestruturadora e seus limites demandaria análise de legislação estadual em exame remete à análise de Direito local (Lei Estadual 6.456⁄2004), revelando-se inadmissível a via recursal especial para rediscussão da matéria, ante a incidência da Súmula 280 do STF, cujo posicionamento segue corroborado pelos precedentes:
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. REAJUSTE DE VENCIMENTOS. CONVERSÃO DA MOEDA. UNIDADE REAL DE VALOR - URV. LEI 8.880⁄94. DEFASAGEM SALARIAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7⁄STJ.
1. Está pacificado neste Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que, embora não seja possível compensação de perdas salariais resultantes da conversão da moeda em URV com reajustes determinados por lei superveniente, é cabível a limitação temporal do pagamento quando há recomposição nos vencimentos decorrente de reestruturação na carreira dos servidores.
2. A alteração das conclusões adotadas pela Corte de origem, acerca da distribuição do ônus da prova e da ausência de demonstração dos prejuízos salariais, tal como colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7⁄STJ.
3. Agravo interno a que se nega provimento.
(AgInt no AREsp 935.728⁄SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13⁄09⁄2016, DJe 22⁄09⁄2016, grifei).
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. URV. DIFERENÇAS SALARIAIS. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. LIMITAÇÃO TEMPORAL. O TRIBUNAL DE ORIGEM CONCLUIU QUE A LEI DELEGADA MINEIRA 43⁄2000 PROMOVEU A REESTRUTURAÇÃO NA CARREIRA DOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES DO ESTADO, ABSORVENDO AS PERDAS DECORRENTES DA CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO EM URV. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. No caso dos autos, a Corte de origem concluiu que, embora tenha havido perda remuneratória, a entrada em vigor da Lei Delegada 43⁄2000, promoveu a reestruturação do sistema remuneratório do pessoal da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais, absorvendo todos os prejuízos causados pela conversão da moeda. Dessa forma, é cabível a limitação temporal do pagamento, conforme entendimento firme da jurisprudência deste Tribunal.
2. Cabe asseverar que a revisão do entendimento esposado pelo Tribunal de origem acerca da limitação temporal do direito à recomposição das perdas remuneratórias à vigência da Lei Delegada Mineira 43⁄2000, demandaria não só imprescindível revolvimento do acervo fático-probatório delineado nos autos, mas também da legislação local, sendo inviável tal discussão, na via eleita, ante o óbice contido nas Súmulas 7 do STJ e 280 do STF, esta última aplicável por analogia.
3. Agravo Regimental desprovido.
(AgRg no REsp XXXXX⁄MG, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 23⁄08⁄2016, DJe 31⁄08⁄2016, grifei).
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VENCIMENTOS. CONVERSÃO DA MOEDA. URV. PERDAS SALARIAIS. LIMITAÇÃO TEMPORAL. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. POSSIBILIDADE. LEI ESTADUAIS. PERÍCIA JUDICIAL. EXAME. SÚMULAS 7⁄STJ E 280⁄STF. OFENSA À COISA JULGADA. INEXISTÊNCIA.
1. Conforme jurisprudência desta Corte, embora não seja possível compensação de perdas salariais resultantes da conversão em URV com reajustes determinados por lei superveniente, é cabível a limitação temporal do pagamento quando há recomposição nos vencimentos decorrente de reestruturação na carreira dos servidores.
2. No caso dos autos, decidiu-se sobre o termo final do reajuste com base nas provas dos autos e nas Leis Estaduais 43⁄2000, 84⁄2005 e 15.436⁄2005, que estabeleceram novo padrão de vencimentos, e, assim, o exame da controvérsia, tal como apresentada no especial, esbarra nos óbices das Súmulas 280⁄STF ("Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário") e 7⁄STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial").
3. No que se refere ao artigo 467 do Código de Processo Civil, verifica-se que não houve discussão a respeito da mencionada reestruturação de carreira durante a fase cognitiva do processo e, ademais, "por força do art. 741, parágrafo único do CPC, pode a Fazenda Pública suscitar em sede de embargos à execução a questão da limitação temporal do direito às diferenças decorrentes de Unidade Real de Valor - URV, tendo em vista que não incluída nos limites da coisa julgada objeto do título exequendo" (REsp 1.291.861⁄SC, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 23⁄5⁄2012).
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no REsp XXXXX⁄MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 14⁄05⁄2013, DJe 20⁄05⁄2013. grifei).
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO. URV. CONVERSÃO. DIFERENÇAS REMUNERATÓRIAS. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. NOVO REGIME JURÍDICO REMUNERATÓRIO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. POSSIBILIDADE. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. OCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que as diferenças remuneratórias decorrentes da conversão dos proventos dos servidores em URV, embora não possam ser compensadas com reajustes posteriores, ficam limitadas no tempo quando houver ocorrido a reestruturação da carreira, com a instituição de um novo regime jurídico remuneratório. Nesse sentido: AgRg no AREsp 40.081⁄RS, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, Segunda Turma, DJe 16⁄11⁄11.
2. Ajuizada a ação de cobrança mais de cinco anos após a reestruturação da carreira dos servidores que serviu de limitador temporal para as diferenças remuneratórias cobradas, incide na espécie a prescrição quinquenal, nos termos da Súmula 85⁄STJ.
3. Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp XXXXX⁄MG, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 02⁄05⁄2013, DJe 10⁄05⁄2013, grifei).
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. URV. CONVERSÃO DA MOEDA. COMPENSAÇÃO COM REAJUSTES REMUNERATÓRIOS CONCEDIDOS POR LEI MUNICIPAL. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM INTERPRETAÇÃO DE DIREITO LOCAL. SÚMULA 280⁄STF. LIMITAÇÃO TEMPORAL DE DIFERENÇAS SALARIAIS. REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA COM INSTITUIÇÃO DE NOVO REGIME JURÍDICO REMUNERATÓRIO. POSSIBILIDADE. PERÍCIA TÉCNICA. REEXAME. SÚMULA 7⁄STJ. ALEGAÇÃO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA NORMA MUNICIPAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO PELA ALÍNEA C. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO DOS RECORRENTES. FUNDAMENTO INCÓLUME. SÚMULA 283⁄STF. DECISÃO MANTIDA.
1. A despeito da alegação de ofensa a dispositivos da Lei n. 8.880⁄1994, o acórdão recorrido solucionou a controvérsia à luz das Leis municipais n. 7.235 e 7.238, ambas de 1996, circunstância que afasta a competência desta Corte para o deslinde das questões postas no recurso especial. Aplicação, por analogia, da Súmula 280⁄STF, segundo a qual "por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário".
2. As diferenças remuneratórias decorrentes da conversão de proventos de servidores em URV, conquanto não possam ser compensadas por reajustes ulteriores, admitem limitação temporal nas hipóteses de reestruturação da carreira com instituição de novo regime jurídico remuneratório. Precedentes.
3. No caso concreto, o laudo pericial aponta no sentido da inexistência de significativas perdas salariais com a reestruturação da carreira, por serem os percentuais de aumento superiores às perdas apuradas, conclusão esta inviável de reexame pela via especial, ante o óbice da Súmula 7⁄STJ.
4. A necessidade de apreciação de norma local e do conjunto fático-probatório dos autos inviabiliza a análise de eventual divergência, bem como o conhecimento do recurso especial pela alínea c.
5. No tocante à incidência da prescrição sobre o exercício da pretensão dos servidores municipais, o fundamento utilizado pelo acórdão recorrido permaneceu incólume, uma vez que a petição do recurso especial deixou de refutá-lo. Incidência, por analogia, da Súmula 283⁄STF.
Agravo regimental improvido.
(AgRg no REsp XXXXX⁄MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 23⁄04⁄2013, DJe 02⁄05⁄2013, grifei).
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. URV. CONVERSÃO DA MOEDA. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM INTERPRETAÇÃO DE LEI LOCAL. SÚMULA 280⁄STF.
1. Embora o recorrente alegue violação de matéria infraconstitucional, segundo se apreende dos fundamentos do acórdão recorrido, a matéria foi examinada à luz da aplicação das Leis Municipais n. 6.832⁄95; 7.012⁄95 e 7.235⁄97.
2. Afasta-se a competência desta Corte Superior de Justiça para o deslinde das questões colocadas no recurso especial, se o tema foi resolvido no âmbito da legislação local.
3. O exame de normas de caráter local é inviável na via do recurso especial, em face da vedação prevista na Súmula 280 do STF, segundo a qual "por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário".
Agravo regimental improvido.
(AgRg nos EDcl no AgRg no REsp XXXXX⁄MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 13⁄09⁄2011, DJe 21⁄09⁄2011, grifei).
Assinale-se, por fim, que fica prejudicada a apreciação da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea a do permissivo constitucional. Nesse sentido:
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. RESSARCIMENTO AO SUS. TABELA TUNEP. INSCRIÇÃO NO CADIN. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. PRESSUPOSTOS. REEXAME DE PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. DECISÃO AGRAVADA. ALICERCE INATACADO. SÚMULA 182⁄STJ. NÃO-CONHECIMENTO DO RECURSO PELA ALÍNEA A. DISSÍDIO PRETORIANO PREJUDICADO.
(...)
5. Resta prejudicada a análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada esbarra em óbice sumular quando do exame do recurso especial pela alínea a do permissivo constitucional.
6. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp 278.133⁄RJ, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe 24⁄09⁄2014).
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 53 DO CP. SÚMULA 284⁄STF. VIOLAÇÃO DO ART. 5º, DA LEI 9.71⁄98. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO ESTADUAL. SÚMULA 280⁄STF. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. EXAME PREJUDICADO.
(...)
3. Resta prejudicada análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do recurso especial pela alínea a do permissivo constitucional.
4. Agravo regimental não provido.
(AgR no AREsp 34.860⁄RJ, Rel. Minstro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe 27⁄9⁄2013).
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VENCIMENTOS. CONVERSÃO DA MOEDA. URV. PERDAS SALARIAIS. LIMITAÇÃO TEMPORAL. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. POSSIBILIDADE. LEI 16.190⁄2006. PERÍCIA JUDICIAL. EXAME. INVIABILIDADE. SÚMULAS 280⁄STF E 7⁄STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ANÁLISE PREJUDICADA. JUROS DE MORA DEVIDOS PELA FAZENDA PÚBLICA. ALTERAÇÕES AO ART. 1º-F DA LEI 9.494⁄1997. APLICABILIDADE IMEDIATA.
(...)
3. Resta prejudicada a análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada foi afastada no exame do recurso especial pela alínea a do permissivo constitucional, tendo em conta a aplicação das vedações previstas nos citados verbetes sumulares.
(...)
5. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp: 289.699⁄MG, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe 13⁄05⁄2013).
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. REAJUSTE VENCIMENTAL. CONVERSÃO DA MOEDA. UNIDADE REAL DE VALOR - URV. LEI 8.880⁄94. DEFASAGEM SALARIAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7⁄STJ. LIMITAÇÃO TEMPORAL. REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA. POSSIBILIDADE. LEI ESTADUAL. SÚMULA 280⁄STF. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO PELA ALÍNEA A. DISSÍDIO PRETORIANO PREJUDICADO. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO.
1. Trata-se de ação em que os recorrentes, todos servidores públicos, ingressaram em juízo objetivando o recálculo dos seus vencimentos e proventos, convertendo-os para a URV a partir do mês de março de 1994, conforme estabelecido no artigo 22 da Lei 8.880⁄94.
2. O Tribunal de origem consignou: "Por outro lado, ainda na esteira do decidido pela Corte Suprema, a reestruturação da carreira da autora não poderia implicar a redução dos seus padrões remuneratórios, em relação ao regime anterior em atenção ao principio constitucional da irredutibilidade dos vencimentos. De qualquer forma, ela teria que demonstrar que no momento em que houve a reestruturação de sua carreira, aquele então novo Padrão remuneratório, expresso em reais, não teria superado o prejuízo financeiro que supostamente teria experimentado pela falta da conversão de seus vencimentos em URV, e a conseqüente defasagem salarial."
3. No presente caso, concluiu a Corte de origem que os recorrentes não demonstraram prejuízos financeiros. Rever o entendimento da Corte de origem implica abrir reexame do contexto fático-probatório dos autos. Incidência, na hipótese, da Súmula 7 do STJ.
4. Com efeito, está pacificado no Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que, embora não seja possível compensação de perdas salariais resultantes da conversão da moeda em URV com reajustes determinados por lei superveniente, é cabível a limitação temporal do pagamento quando há recomposição nos vencimentos decorrente de reestruturação na carreira dos servidores.
5. A controvérsia em exame remete à análise de Direito local (Lei Complementar Estadual 836⁄1997), revelando-se incabível a via recursal especial para rediscussão da matéria, ante a incidência da Súmula 280 do STF.
6. Assinale-se, por fim, que fica prejudicada a análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea a do permissivo constitucional.
7. Recurso Especial não conhecido.
(REsp XXXXX⁄SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 28⁄11⁄2018)
Ausente a comprovação da necessidade de retificação a ser promovida na decisão agravada, proferida com fundamentos suficientes e em consonância com entendimento pacífico deste Tribunal, não há prover o Agravo que contra ela se insurge.
Por tudo isso, nego provimento ao Agravo Interno.
É como voto.

CERTIDÃO DE JULGAMENTO
SEGUNDA TURMA
AgInt no
Número Registro: 2019⁄0025117-9
PROCESSO ELETRÔNICO
REsp 1.793.744 ⁄ AL
PAUTA: 06⁄06⁄2019 JULGADO: 06⁄06⁄2019
Relator
Exmo. Sr. Ministro HERMAN BENJAMIN
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro FRANCISCO FALCÃO
Subprocuradora-Geral da República
Exma. Sra. Dra. DENISE VINCI TULIO
Secretária
Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI
AUTUAÇÃO
RECORRENTE : ADEMIR CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE
RECORRENTE : ANTONIA CRISTINA CALADODA SILVA
RECORRENTE : BEATRIZ VALDEVINO DA SILVA SANTOS
RECORRENTE : BENEDITA MOREIRA DE OLIVEIRA
RECORRENTE : JACYRA MACHADO DE ALBUQUERQUE
RECORRENTE : JOCELMA BATISTA LINS SILVA
RECORRENTE : JOSE NASCIMENTO DE LIMA
RECORRENTE : JOSE RIBEIRO DA SILVA
REPR. POR : JOSEFA RIBEIRO DE AMORIM
RECORRENTE : LINDALVA AUGUSTO DOS SANTOS
RECORRENTE : LUCIANE CLAUDIA DOS SANTOS
RECORRENTE : MARIA DA CONCEICAO SILVA
REPR. POR : MARIA ALVES DA SILVA FERREIRA
RECORRENTE : MARIA DE LOURDES DA SILVA
RECORRENTE : MARIA ELIETE DA SILVA
RECORRENTE : ERICK PEDRO DA SILVA
RECORRENTE : MARIA ESPEDITA CORREIA DE SOUZA
RECORRENTE : MARIA HELENA DE LIMA
RECORRENTE : MARIA LUCIA FERREIRA DA SILVA
RECORRENTE : MARIA SALTIRIO DO NASCIMENTO SANTOS
RECORRENTE : MARIA TANIA DA SILVA MENDES
RECORRENTE : NAZARE MARIA DE MESQUITA CAVALCANTI
RECORRENTE : RITA DE CASSIA DA SILVA
RECORRENTE : MARIA DE FATIMA DA SILVA
RECORRENTE : SEBASTIANA FELIX MODESTO
REPR. POR : JOSEILDA FELIX MODESTO
ADVOGADOS : CLAUDIO PAULINO DOS SANTOS - AL013123
ADEMYR CESAR FRANCO - AL014184
CARLOS REZENDE JUNIOR - AL014488
RECORRIDO : AL PREVIDÊNCIA
RECORRIDO : ESTADO DE ALAGOAS
PROCURADOR : WALTER CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO (S) - AL007724B
ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Servidor Público Civil - Reajustes de Remuneração, Proventos ou Pensão - Índice da URV Lei 8.880⁄1994
AGRAVO INTERNO
AGRAVANTE : ADEMIR CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE
AGRAVANTE : ANTONIA CRISTINA CALADODA SILVA
AGRAVANTE : BEATRIZ VALDEVINO DA SILVA SANTOS
AGRAVANTE : BENEDITA MOREIRA DE OLIVEIRA
AGRAVANTE : JACYRA MACHADO DE ALBUQUERQUE
AGRAVANTE : JOCELMA BATISTA LINS SILVA
AGRAVANTE : JOSE NASCIMENTO DE LIMA
AGRAVANTE : JOSE RIBEIRO DA SILVA
REPR. POR : JOSEFA RIBEIRO DE AMORIM
AGRAVANTE : LINDALVA AUGUSTO DOS SANTOS
AGRAVANTE : LUCIANE CLAUDIA DOS SANTOS
AGRAVANTE : MARIA DA CONCEICAO SILVA
REPR. POR : MARIA ALVES DA SILVA FERREIRA
AGRAVANTE : MARIA DE LOURDES DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA ELIETE DA SILVA
AGRAVANTE : ERICK PEDRO DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA ESPEDITA CORREIA DE SOUZA
AGRAVANTE : MARIA HELENA DE LIMA
AGRAVANTE : MARIA LUCIA FERREIRA DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA SALTIRIO DO NASCIMENTO SANTOS
AGRAVANTE : MARIA TANIA DA SILVA MENDES
AGRAVANTE : NAZARE MARIA DE MESQUITA CAVALCANTI
AGRAVANTE : RITA DE CASSIA DA SILVA
AGRAVANTE : MARIA DE FATIMA DA SILVA
AGRAVANTE : SEBASTIANA FELIX MODESTO
REPR. POR : JOSEILDA FELIX MODESTO
ADVOGADOS : CLAUDIO PAULINO DOS SANTOS - AL013123
ADEMYR CESAR FRANCO - AL014184
CARLOS REZENDE JUNIOR - AL014488
AGRAVADO : AL PREVIDÊNCIA
AGRAVADO : ESTADO DE ALAGOAS
PROCURADOR : WALTER CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO (S) - AL007724B
CERTIDÃO
Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do (a) Sr (a). Ministro (a)-Relator (a)."
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães e Francisco Falcão votaram com o Sr. Ministro Relator.

Documento: XXXXX Inteiro Teor do Acórdão - DJe: 19/06/2019
Disponível em: https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/859639101/agravo-interno-no-recurso-especial-agint-no-resp-1793744-al-2019-0025117-9/inteiro-teor-859639111

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