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30 de Junho de 2022
  • 2º Grau
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Superior Tribunal de Justiça STJ - HABEAS CORPUS: HC 208595 SP 2011/0126901-6

Superior Tribunal de Justiça
há 11 anos

Detalhes da Jurisprudência

Publicação

DJ 01/08/2011

Relator

Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO

Documentos anexos

Decisão MonocráticaSTJ_HC_208595_a4d60.pdf
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Decisão

HABEAS CORPUS Nº 208.595 - SP (2011/0126901-6) RELATOR : MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO IMPETRANTE : NÉLIO ROBERTO SEIDL MACHADO E OUTRO ADVOGADO : NÉLIO ROBERTO SEIDL MACHADO IMPETRADO : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3A REGIÃO PACIENTE : JOSÉ CARLOS BATELLI CORRÊA PACIENTE : LUIZ ILDEFONSO SIMÕES LOPES PACIENTE : MÁRCIO ROBERTO RESENDE BIASI DECISÃO DENEGAÇÃO DE LIMINAR REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES OUVIDA DO MPF 1. Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em benefício de JOSÉ CARLOS BATELLI CORRÊA, LUIZ ILDEFONSO SIMÕES LOPES e MÁRCIO ROBERTO RESENDE BIASI, em adversidade ao acórdão proferido pelo egrégio Tribunal Regional Federal da 3a. Região que denegou a ordem ali manejada em que se objetivava o trancamento da Ação Penal sob o fundamento de inépcia da denúncia. 2. Infere-se dos autos que os pacientes foram denunciados como incursos nas sanções dos arts. 4o., 6o. e 7o. da Lei 7.492/86 (crimes contra o Sistema Financeiro) porque, em tese, praticaram fraudes contra a FUNCEF, através de realização de operações fraudulentas perante a BM&F, causando um prejuízo à FUNCEF no valor de R$ 3.449.850,00. 3. No presente writ, os impetrantes alegam, em síntese, que é de todo injustificável a ação penal promovida contra os Pacientes, pois não cometeram nenhum delito, sendo a peça acusatória uma espécie de emaranhado do vazio, limitando-se, em última análise, a atribuir José Carlos Batelli Corrêa, Marcio Roberto Resende Biase e Luiz Ildefonso Simões Lopes responsabilidade objetiva (fls. 2). Afirmam que, na verdade, as operações descritas na peça de acusação geraram lucro à FUNCEF, esvaziando, portanto, a pretensão punitiva e que não há individualização de condutas, mas apenas menção aos tipos penais supostamente violados. 4. Acentuam, ainda, que (a) o primeiro paciente, JOSÉ CARLOS BATELLI CORRÊA, à época dos fatos, era Diretor da Brascan Corretora de Títulos e Valores e não tinha qualquer relação com a Brascan Futuros Ltda., empresa que intermediou as operações descritas na denúncia perante a BM&F; (b) o paciente LUIZ ILDEFONSO SIMÕES LOPES, à época do fatos, tinha sua responsabilidade restrita à definição de estratégias das empresas do grupo, não tendo nenhuma relação direta ou indireta com as operação descritas na denúncia e (c) existiam diversos operadores de mesa que lidavam diretamente com as operações, os quais foram excluídos da denúncia, sendo o paciente MÁRCIO ROBERTO RESENDE DE BIASE, Diretor de Operações de Mesa da Brascan Futuros Ltda. à época dos fatos, eleito em manifesto e odioso emprego de responsabilidade penal objetiva. 5. Em sede de liminar, requerem o sobrestamento do Processo 2006181004245-0, em trâmite perante a 6a. Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de São Paulo, até o julgamento de mérito do presente writ. 6. A concessão de tutela de eficácia imediata (liminar) em Habeas Corpus constitui medida de extrema excepcionalidade, somente admitida nos casos em que demonstrada de forma manifesta a necessidade e urgência da ordem, bem como o abuso de poder ou a ilegalidade do ato impugnado. 7. Na hipótese vertente, as teses suscitadas na inicial, embora impressionem pela argumentação, traduzem evidente complexidade e dependem, para o seu acolhimento, de acurado exame dos autos, obstando o deferimento do pedido de provimento emergencial postulado. Em um exame perfunctório, destinado a essa fase do processo, tem-se que a denúncia narra condutas em tese praticadas pelos pacientes que se subsumem, em princípio, nos tipos penais declinados, sendo prematura qualquer avaliação sobre a eventual inépcia da peça inaugural, principalmente em tão sumária cognição. 8. Ante o exposto, uma vez não constatado, de plano, constrangimento ilegal alegado, INDEFERE-SE, por agora, o pedido de provimento emergencial postulado. 9. Solicitem-se informações à douta autoridade apontada coatora, com a máxima urgência; após, abra-se vista dos autos ao Ministério Público Federal, para o parecer de estilo. 10. Publique-se; intimações necessárias. Brasília/DF, 29 de junho de 2011. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO MINISTRO RELATOR
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